Entre ciclos
Atualizações, reflexões e dicas

Atualizações
Agora em janeiro faz um ano que mantenho esse espaço aqui para compartilhar assuntos que me tocam, sejam eles pessoais ou de conceitos profissionais, sempre tentando vincular aos temas de ciência e impacto.
Começou como um blog, para compartilhar o que eu estava estudando e minha jornada no doutorado, depois fui estudar sobre como escrever newsletters e tentei imaginar o que a “audiência” ou “público-alvo” gostaria de ler, mas pra ser sincera, hoje eu vejo que não quero classificá-lo em nenhuma caixa. Gosto da liberdade que esse espaço me dá.
Portanto, a única coisa que você pode esperar aqui é uma publicação quinzenal com algumas dicas do que estou vendo de legal por aí.
O podcast volta a partir da semana que vem, sendo lançado no dia 15 de janeiro! Já estou bem empolgada para voltar as conversas e conhecer mais histórias de pessoas que trabalham entre a ciência e o impacto social.
Reflexão de começo de ano
E o que fazemos durante as pausas
A alma precisa de tempo. Este é um livro que uma amiga querida me deu durante o meu sabático e foi um dos que eu mais sublinhei frases.
“E se não restar tempo para vivências que nos toquem emocionalmente, o que nos restará?”
Não tem fórmula. Precisamos que o tempo passe para conseguir entender o porquê passamos por determinadas situações.
Quando estamos em uma fase de pausa profissional ou recalculando a rota, por exemplo, nem sempre vemos o que estamos fazendo para nós mesmos ou o que está sendo preparado e transformado.
Uma pausa muito recorrente na vida dos cientistas é aquela durante a entressafra de bolsas, entre os programas de pós-graduação, ou mesmo a dificuldade em entrar no mercado corporativo ou durante uma transição de carreira.
A gente se sente muito perdido e frustrados nestes momentos e com a sensação de que não estamos fazendo nada. Ou seja, se não estamos com um “cargo” e um salário, parece que não estamos fazendo nada. Mas a vida não é só profissional, apesar dos boletos.
Eu tive duas pausas profissionais até agora.
A primeira foi sem escolha, porque realmente não conseguia me colocar no mercado de trabalho após o mestrado. E a segunda, foi por escolha, motivada por um burnout e a busca de fazer algo que eu queria fazer antes de morrer.
A questão é que em ambas as pausas eu fiz MUITA coisa para MIM. Eu senti a vida de uma forma totalmente diferente, principalmente nos momentos em que eu larguei a “culpa” de lado. Tudo que investi e fiz pra mim sem ser no profissional, reverberou e preparou o terreno. Tanto que mesmo de volta à rotina, eu faço questão de ter essas pausas ao longo da semana e colocar a profissão no seu devido lugar.
Na verdade, o que estou falando é bem conhecido. Já cansamos de ouvir histórias assim. Mas às vezes é bom relembrar o óbvio.
Depois de um tempo - que pra mim foi longo demais - eu começo a entender o porquê as coisas aconteceram do jeito que aconteceram. E como eu sei que o durante a pausa é muito pesado de angústias e nem sempre temos a consciência de que estamos fazendo algo por nós (assim espero que esteja fazendo algo por você), quero que você se lembre disso, caso esteja passando por alguma pausa: uma hora tudo isso vai passar e você vai ter saudade do tempo que tinha tempo. É clichê? Sim, mas é sempre bom a gente relembrar.
Dicas e recomendações:
O filme “O estado das coisas” (ou “Plan B” dá pra alugar pelo Prime ou ver pelo Telecine). É uma história de um homem perto dos 50 anos, em crise existencial, que leva seu filho a uma viagem para conhecer as universidades. A gente acompanha a viagem e seus pensamentos com questionamentos profissionais, suas escolhas de vida e suas comparações tóxicas com os amigos antigos da faculdade. Apesar do desconforto que causa ao ver aquela situação, com certeza em algum momento você vai se identificar e te fazer refletir sobre. Garanto que você sai melhor depois.
Para escutar boa música e relaxar, veja esse vídeo da banda Planet Vox, em sua comemoração de 25 anos. Fiquei obcecada pelo talento deles e muito orgulhosa de serem brasileiros.
Usar mais o Substack! Desde o ano passado já comecei a diminuir consideravelmente o uso das redes sociais (exclui a conta pessoal do Instagram, não uso mais X e nem Facebook). E após a última declaração do fundador estranho do Meta, já podemos prever o horror que vai ficar tudo isso. Mas pra mim a grande descoberta foi o Substack - e aqui não é jabá! Tem muita gente criando conteúdo legal e sério por aqui, com curadoria e sem aquela insana busca por likes e comparações. Dê uma chance para descobrir autores de assuntos que você gosta! Eu uso mais o aplicativo, vendo o feed e escolhendo o texto que quero ler no momento. Quando eu me inscrevo em alguma news, uso o email só para lembrar que chegou conteúdo novo, mas leio tudo pelo app!
Por hoje é só!
Um bom dia pra você,
Iza


